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Ensaios em Câmaras de Fluxo de Ar Laminar (CFL) e Segurança Biológica (SB)

Devido à sua função, é essencial que sejam feitos ensaios de verificação destes equipamentos, anualmente ou semestralmente, dependendo do nível de utilização, de modo a evidenciar, de forma documentada, que o equipamento opera de acordo com as normas em vigor e especificações pré-definidas.

Para a realização destes ensaios são utilizados equipamentos de referência, devidamente calibrados nomeadamente: Contador de Partículas, Termoanemómetro, Micromanómetro, Fotómetro e Gerador de Aerossóis, Sonómetro e Luxímetro.

 

   Verificações Iniciais

Têm como objetivo verificar o correto funcionamento, caso existam, da iluminação fluorescente, do ventilador, da iluminação ultravioleta e do seu sistema de desligar automaticamente, do sistema de alarme e da posição do vidro de proteção frontal.

Os resultados são registados e qualquer anomalia é evidenciada para posterior correção.

   Ensaio de Velocidade do Ar Descendente

O objetivo deste ensaio é a medição da velocidade do ar descendente que se move na zona de trabalho da câmara, o qual deverá garantir um fluxo de ar adequado, para proteção da zona de trabalho.

Para que seja realizado é necessário a remoção dos equipamentos e materiais que existam no interior, não essenciais à operação, antes da definição dos pontos de controlo nominais.

É feita a medição da velocidade do ar em múltiplos pontos na zona de trabalho, segundo uma rede retangular, usando pontos equidistantes.

Segundo a norma EN12469 a velocidade média do fluxo descendente deve variar entre 0,25 e 0,50m/s e segundo a NSF/ANSI49 tipicamente entre 0,25 e 0,40m/s.

 
   Ensaio de Velocidade de Entrada do Ar

O objetivo deste ensaio é a determinação da velocidade de entrada do ar através da abertura de trabalho, medida diretamente, para se verificar o ajuste nominal da velocidade média de entrada de ar. Este ensaio é efetuado de acordo com as especificações do fabricante, que possuem aprovação NSF de acordo com a NSF Certified Product Listings de 2009. Este ensaio é realizado apenas em Câmaras de Segurança Biológica de Classe II e III.

 

   Nas Câmaras de Classe II tipo A1 e A2:

Fazem-se medições da velocidade do ar em vários pontos de toda a superfície do filtro de exaustão com um Anemómetro calibrado.

O caudal de ar que é libertado pelo sistema de exaustão é obtido multiplicando a velocidade média do ar pela área de exaustão total.

A velocidade média de entrada de ar na câmara, é calculada dividindo o caudal de entrada restringido pela área de abertura do vidro frontal e deve ser ≥0,38m/s para as câmaras do tipo A1 e ≥0,51m/s para CFL tipo A2 segundo a norma NSF/ANSI49.

 

   Nas Câmaras de Classe II tipo B1:

Fazem-se medições da velocidade do ar em vários pontos no local da abertura de acesso, com o auxílio de um Anemómetro calibrado.

A média de todas as medições representa a velocidade média do ar de entrada que deve ser >0,51m/s segundo a norma NSF/ANSI49.

   Nas Câmaras de Classe II tipo B2:

Mede-se a velocidade em vários pontos num plano horizontal, abaixo do difusor de fluxo descendente. A média das leituras de velocidade é depois calculada e multiplicada pela área do plano, em que as velocidades foram medidas, para se determinar o ar filtrado total de entrada.

A taxa de volume de ar de entrada é depois calculada e dividida pela área de abertura, para determinar a velocidade de ar de entrada que deve ser >0,51m/s segundo a norma NSF/ANSI49.

 

   Nas Câmaras de Classe III:

É determinado o fluxo de entrada nas aberturas das luvas, sendo que a velocidade média deve ser >0,7m/s segundo a norma EN 12469.

Também é feita a medição da velocidade pelo filtro de entrada em que é medida a velocidade na conduta de exaustão. Posteriormente, a velocidade obtida será multiplicada pela área de exaustão para se obter o caudal volumétrico libertado que é igual ao ar que passa pelo filtro de entrada.

O caudal no filtro de entrada com a câmara em pressão, a pelo menos -200Pa, deve ser >3m^3/min segundo a norma EN 12469.

 

   Ensaio de Fumo

O objetivo deste ensaio é verificar se o fluxo de ar ao longo de todo o perímetro da frente de abertura da câmara, se desloca em direção ao seu interior sem passar pela zona de trabalho, não existindo refluxo para o exterior através da janela. Permite também verificar se o fluxo de ar existente na zona de trabalho é descendente, sem espaços mortos e se não há refluxo para o exterior, nos limites laterais e no topo da janela.

Neste ensaio é utilizada uma ampola de fumo, que se faz passar a partir de um dos cantos da câmara para o outro, ao longo da linha central da zona de trabalho e ao longo da orla de todo o perímetro da abertura frontal de acesso.

Este ensaio poderá ser filmado, a pedido do cliente, e entregue em suporte digital como complemento ao relatório final.

 

   Ensaio de Integridade dos Filtros HEPA

Este ensaio é efetuado para verificar a integridade dos filtros HEPA, dos seus suportes e de todos os acessórios indispensáveis à sua colocação.

Para a realização deste ensaio são necessários um Fotómetro e um Gerador de Aerossóis. O Gerador de Aerossóis introduz o aerossol na câmara, antes do filtro HEPA, no sentido ascendente do filtro. O Fotómetro, ajustado de acordo com as instruções do fabricante, mede a concentração de aerossol na corrente ascendente ao filtro. Deve-se verificar se a concentração permite obter uma intensidade pelo menos igual ao produto em 10µg/L de DOP.

Posteriormente, do lado descendente do filtro HEPA, com a sonda do Fotómetro, é feito um varrimento em deslocações suaves e sucessivas, de toda a superfície e perímetro do filtro e das junções entre o filtro e o seu suporte. A penetração de aerossol nestes pontos, não deve exceder 0,01%.

 

   Ensaio de Intensidade Luminosa

Este ensaio permite medir a intensidade luminosa na superfície de trabalho da câmara. Tem como objetivo, aferir o eventual impacto negativo para o operador.

Com o auxílio de um Luxímetro, a intensidade luminosa é medida com as luzes da câmara desligadas, ao longo de toda a linha central da área de trabalho. Procede-se de igual forma, com as luzes ligadas.

Segundo a Norma NSF/ANSI49, a média da intensidade luminosa com as luzes desligadas deve de ser inferior a 160 lux na área de trabalho, enquanto que a diferença de luminosidade com as luzes ligadas e desligadas, deve ser igual ou superior a 480 lux na superfície de trabalho. Segundo a norma EN12469, a média da intensidade luminosa deve ser igual ou superior a 750 lux na superfície de trabalho.

 

   Ensaio de Vibração

Este ensaio pretende determinar o nível de vibração da câmara quando está em funcionamento, sendo um requisito para o desempenho mecânico satisfatório e ainda um fator importante na redução da fadiga do operador. É também importante, por exemplo, para evitar a destruição de alguns ensaios com culturas de tecidos.

Para a realização do ensaio, fixa-se o elemento sensor de vibração do Vibrómetro, no centro geométrico da superfície de trabalho e determina-se a amplitude global de vibração RMS, com a câmara em funcionamento e a iluminação ligada e com a câmara parada. Posteriormente à amplitude residual de vibração com a câmara parada, é feita a subtração da amplitude global de vibração da câmara em funcionamento, para se obter a amplitude de vibração produzida pela câmara. O seu valor não deve exceder 5´10-6m RMS na gama de frequências de 10Hz-10kHz segundo a norma NSF/ANSI49.

 

   Ensaio de Nível Sonoro

O objetivo deste ensaio é a determinação do nível sonoro produzido pela câmara, com o auxílio de um Sonómetro, como sendo um requisito para o desempenho mecânico satisfatório do equipamento e um fator importante na redução da fadiga do operador.

São realizadas medições do nível sonoro da câmara em funcionamento e parada, com um Sonómetro, que é calibrado antes e depois de cada medição com o Calibrador Acústico.

Os valores são depois registados, tendo em conta que o nível sonoro corrigido medido na frente da câmara, não deve exceder 70dB, segundo a norma NSF/ANSI49. Segundo a norma EN12469, o nível sonoro corrigido, não deve exceder 65dB.

 

   Ensaio de Classificação de Ar Limpo - Contagem de Partículas

O objetivo deste ensaio é verificar a classe de limpeza relativa à área de trabalho da câmara de fluxo de ar laminar, de acordo com a norma ISO 14644-1, determinando a quantidade de partículas no ar.

Este ensaio é realizado com a câmara de fluxo de ar laminar em funcionamento e após estabilização do fluxo de ar. É utilizado um Contador de Partículas calibrado, em que a sua sonda isocinética é direcionada para o centro da zona de trabalho, no interior da câmara, em direção perpendicular relativamente ao filtro HEPA.

O resultado final das partículas detetadas pelo contador (de 0,3µm, 0,5µm, 1µm e 5µm) não deve ser superior à classificação ISO 5.

Este ensaio determina a conformidade ou não conformidade, da câmara de fluxo laminar.

 

   MUDANÇA DE FILTROS HEPA EM CÂMARAS DE SEGURANÇA BIOLÓGICA

Afim de assegurar a biossegurança dos técnicos do laboratório, meio ambiente e público em geral, sempre que há necessidade de troca de filtros HEPA de uma câmara de segurança biológica, esta é primeiramente descontaminada.

O acesso a áreas contaminadas inacessíveis da câmara, exige uma descontaminação espacial usando um esterilizador de gás ou vapor aprovado, para a descontaminação completa de todos os componentes da câmara. No caso da INTERFACE é utilizado o peróxido de hidrogénio. Antes de se realizar o procedimento de descontaminação, uma avaliação de segurança e risco dos agentes biológicos manipulados na câmara e a compatibilidade dos materiais, é testada por um técnico qualificado.

O procedimento de descontaminação realizado pela INTERFACE está de acordo com a Norma NSF/ANSI49 de 2016, anexo G.

Adicionalmente é tida em consideração a proteção ao local de trabalho (meio ambiente envolvente) onde está instalado o equipamento. Neste caso é aplicado um protocolo interno, baseado na Norma NSF/ANSI49, Anexo G, com procedimentos adicionais, adaptados às características do equipamento utilizado na descontaminação.

 

   RELATÓRIO FINAL

Após a realização de todos os ensaios, por um técnico qualificado da INTERFACE, é emitido um relatório relativo à câmara ensaiada, que refere os valores obtidos bem como se se encontram dentro dos limites definidos pelos documentos normativos, que suportam os ensaios efetuados. Este relatório final tem a supervisão do responsável da qualidade.

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